Daniel Hogrefe – Sintetizadores, Eletrônicos / Synths, Electronics
Diego Dias – Sintetizadores, Eletrônicos, Gravação de Campo/ Synths, Electronics, Field Recordings
Gravação/Recording & Master: Estúdio Marquise 51, 27/08/2019, Porto Alegre, Brasil, by Diego Dias on a ZOOM H5.
Capa/Cover: Daniel Hogrefe
Este disco é o resultado de uma sessão única, improvisada, sem retakes, overdubs ou edições/adições posteriores.
This album is the result of a single session, improvised, with no retakes, overdubs or later editions/additions
Em extinção – Eletrônicos/Electronics
Diego Dias – Sopros, Eletrônicos/Reeds, Electronics
Moisés Rodrigues – Guitarra,Eletrônicos/ Electric Guitar, Electronics
Em extinção é Rayra Costa
Gravação/Recording & Master: Estúdio Áudio Porco, 21/08/2018, Porto Alegre, Brasil, by Diego Dias on a ZOOM H5N.
Capa/Cover: Rayra Costa
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Excesso.
Processos massificados.
Generalização em nome da velocidade.
Bramir repete, retoma, estende… até surgir uma voz que busca quietude.
Interferência, dança, jogo.
Bramir é um projeto eletrônico de Diego Dias.
Linda O Keeffe/ Em extinção/ Isabel Nogueira/ Input Nulo: Eletrônicos/Electronics
Capa/Cover: Linda O Keeffe
Gravação/Recording & Master: 12.08.18, live at Lugar – Porto Alegre, Brazil -, by Linda O Keeffe
A ordem das faixas do álbum é a mesma na qual ocorreram as performances.
Track order on this album is the same in which the performances have occurred.
É um ciclo mensal de concertos de músicas de mulheres, promovendo a visibilidade e a inclusão de práticas musicais e sonoras, eletrônicas e eletroacústicas das pessoas nascidas mulheres e/ou auto identificadas como mulheres, valorizando sua produção.
A produção das compositoras e artistas sonoras tem estado historicamente ausente e invisibilizada no âmbito dos livros e estudos sobre produção musical, história da música e composição musical, o que justifica um trabalho de levantamento, reconhecimento e visibilidade desta música, suprindo ausências e problematizando os silenciamentos.
Ao mesmo tempo, o Ciclo Sônicas projeto não busca apenas um esforço compensatório, mas objetiva oportunizar a inclusão e fomento desta produção nos lugares de prática musical, a visibilidade das redes existentes e o surgimento de novas redes de colaboração, aliado à possibilidade de reflexão no ambiente acadêmico sobre as motivações, trajetórias e implicações destes processos artísticos.
O projeto é coordenado por Isabel Nogueira, Isadora Nocchi Martins e Bê Smidt, tem realização do Grupo de Pesquisa em Estudos de Gênero, Corpo e Música do Instituto de Artes da UFRGS e apoio do Coletivo Medula de Experimentos Sonoros.
Sobre as participantes:
|| Linda O Keeffe (IRE/UK)||
A faixa explora as maneiras pelas quais as mulheres tem espaço para falar sobre certas coisas e outras não. Nesse trabalho eu desenvolvi um texto que foi baseado em vocalizações e não palavras, usando os sons como forma de expressão, tentando preencher esses sons com significados suprimidos. Isso é então refletido na paisagem sonora que se ergue por detrás das palavras e dos sons. Os sons abstratos adicionam sentidos às palavras ou tentam silenciar aquela que as fala.
|| Isabel Nogueira + Input nulo (Tiziana Scur)
Nesta faixa, Isabel Nogueira e Tiziana Scur (Input Nulo) se articulam em uma aglutinação improvisada. A ordem fonética intuitiva das camadas de voz e a continuidade do ruído dialogam com os elementos de efeito, compondo uma linguagem que narra os impulsos sonoros de forma meditativa
|| Em extinção || (Rayra Costa)
em extinção utiliza circuitos eletrônicos (no input), pedal de efeito, piezo e fontes naturais. Manipula o feedback do áudio resultante enfatizando o uso de sons sustentados ou repetidos.
ficha técnica
luciano zanatta: sintetizadores, pedais, saxofone, sequenciadores, bateria eletrônica,
sampler guitarra e processamento (mais produção, gravação, mixagem e masterização)
diego silveira: xilofone (faixa 3)
todas as composições são de luciano zanatta, a faixa 3 em parceria com diego silveira
os títulos das músicas são trechos de contos do livro “ares condicionados” de demério panarotto, menos o da faixa 1
a faixa 7 foi lançada anteriormente com o título “guitambura” no va – operation test (plataforma 134) da plataforma records
realizado entre 2011 e 2016
todas as canções de que ela gostava é sobre memória. ou melhor, sobre não-memória; no caso, sobre esquecer, sobre o que se esquece. é sobre todas as ideias que se tem quando já é tarde demais. sobre o que não se disse quando era possível e que agora já não é mais o caso.
foi com essa ideia em mente que fui juntando cacos de performances, gravações de rascunhos do que poderia vir a ser uma coisa mas que restou irrecuperável porque confiei em registros precários (ou não me importei com registros confiáveis, o que não é a mesma coisa mas não é o assunto dessa breve descrição)
num certo momento surgiu o nome, como um mote que juntava essa coleção de desajustes. mais tarde, lendo o livro do demétrio (ares condicionados), identifiquei uma série de imagens que associei ao tema subjacente do disco. escolhi algumas frases dos contos para servirem de título às músicas e pedi a ele que escrevesse um novo conto, ouvindo as músicas e tendo apenas a frase-mote como referência*.
na última etapa, fiz os sons se acompanharem de imagens, numa série de vídeos que capturam banalidades cotidianas e tentam extrair delas a expressividade de um momento daqueles que, mais adiante, a gente nem sabe porque lembrou.
*depois do conto pronto, contei ao demétrio, propositalmente tarde demais, que eu pensara em morte, ele escreveu sobre separação. tambem não é a mesma coisa mas às vezes é como se fosse.
“todas as canções de que ela gostava” (all the songs she used to like) is about memory. or rather, about non-memory; in this case, about forgetting, about what you forget. it’s about all the ideas one has when it’s too late. about what was not said when it was possible and which isn’t the case anymore.
it was with this idea in mind that I started collecting shards of performances, draft recordings of what could become one thing but remained unrecoverable because I relied on precarious records (or I didn’t care about reliable records, which is not the same thing but isn’t the subject of this brief description)
at one point the name appeared, as a mote that added together this collection of mismatches. Later, reading the book by demétrio panarotto (ares condicionados), I identified a series of images that I associated with the underlying theme of the disc. I chose some phrases from the short stories to be the title of the songs and asked him to write a new one, listening to the songs and having only the phrase mote as a reference*.
in the last stage, I made the sounds be accompanied by images, in a series of videos that capture daily banalities and try to extract from them the expressiveness of a moment of those that, later on, we do not even know why we remember.
* After the short story was ready, I told demétrio, purposely too late, that I had thought about death, he wrote about separation. Isn’t also the same thing, but sometimes it feels like it is.