MSRCD092 – luciano zanatta – todas as canções de que ela gostava

MSRCD092 - luciano zanatta - todas as canções de que ela gostava

MSRCD092 – luciano zanatta – todas as canções de que ela gostava”

luciano zanatta – todas as canções de que ela gostava
MSRCD 092
RELEASE: 05/06/2018
MANSARDA RECORDS – https://mansardarecords.wordpress.com
mansardarecords[]gmail.com

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1 todas as canções de que ela gostava
2 as canções (não é ficção)
3 as ruas hoje amanheceram manchadas de sangue coagulado
4 um oásis, um deserto, um sertão, ou algo que seja verde
5 não há cidades nem textos sem fantasmas
6 nos arredores da universidade caminhando em busca de vida encontrou mais farmácias do que livrarias
7 esta história aconteceu ontem

ficha técnica
luciano zanatta: sintetizadores, pedais, saxofone, sequenciadores, bateria eletrônica,
sampler guitarra e processamento (mais produção, gravação, mixagem e masterização)
diego silveira: xilofone (faixa 3)
todas as composições são de luciano zanatta, a faixa 3 em parceria com diego silveira
os títulos das músicas são trechos de contos do livro “ares condicionados” de demério panarotto, menos o da faixa 1
a faixa 7 foi lançada anteriormente com o título “guitambura” no va – operation test (plataforma 134) da plataforma records
realizado entre 2011 e 2016

lançado em 2018 por Mansarda Records – https://mansardarecords.wordpress.com/
vídeos: https://youtu.be/lWeI-ibSnOs

capa: carolina zanatta (desenhos) e luciano zanatta
luciano zanatta faz parte da medula – coletivo de criação sonora

soundcloud.com/lucianozanatta
youtube.com/channel/UCr70Dml7QtSXZCJobfvjacA
instagram.com/save_draft_betamaxer
facebook.com/medulasonora

todas as canções de que ela gostava é sobre memória. ou melhor, sobre não-memória; no caso, sobre esquecer, sobre o que se esquece. é sobre todas as ideias que se tem quando já é tarde demais. sobre o que não se disse quando era possível e que agora já não é mais o caso.
foi com essa ideia em mente que fui juntando cacos de performances, gravações de rascunhos do que poderia vir a ser uma coisa mas que restou irrecuperável porque confiei em registros precários (ou não me importei com registros confiáveis, o que não é a mesma coisa mas não é o assunto dessa breve descrição)
num certo momento surgiu o nome, como um mote que juntava essa coleção de desajustes. mais tarde, lendo o livro do demétrio (ares condicionados), identifiquei uma série de imagens que associei ao tema subjacente do disco. escolhi algumas frases dos contos para servirem de título às músicas e pedi a ele que escrevesse um novo conto, ouvindo as músicas e tendo apenas a frase-mote como referência*.
na última etapa, fiz os sons se acompanharem de imagens, numa série de vídeos que capturam banalidades cotidianas e tentam extrair delas a expressividade de um momento daqueles que, mais adiante, a gente nem sabe porque lembrou.
*depois do conto pronto, contei ao demétrio, propositalmente tarde demais, que eu pensara em morte, ele escreveu sobre separação. tambem não é a mesma coisa mas às vezes é como se fosse.

“todas as canções de que ela gostava” (all the songs she used to like) is about memory. or rather, about non-memory; in this case, about forgetting, about what you forget. it’s about all the ideas one has when it’s too late. about what was not said when it was possible and which isn’t the case anymore.
it was with this idea in mind that I started collecting shards of performances, draft recordings of what could become one thing but remained unrecoverable because I relied on precarious records (or I didn’t care about reliable records, which is not the same thing but isn’t the subject of this brief description)
at one point the name appeared, as a mote that added together this collection of mismatches. Later, reading the book by demétrio panarotto (ares condicionados), I identified a series of images that I associated with the underlying theme of the disc. I chose some phrases from the short stories to be the title of the songs and asked him to write a new one, listening to the songs and having only the phrase mote as a reference*.
in the last stage, I made the sounds be accompanied by images, in a series of videos that capture daily banalities and try to extract from them the expressiveness of a moment of those that, later on, we do not even know why we remember.
* After the short story was ready, I told demétrio, purposely too late, that I had thought about death, he wrote about separation. Isn’t also the same thing, but sometimes it feels like it is.

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